Origem e Evolução das Feiras – Actu VI

D. Afonso III

Descobrimos na edição de ontem que D. Sancho II garantia que todos os fossem à feira de Castelo Mendo, no concelho de Almeida (distrito da Guarda), tanto nacionais como estrangeiros, teriam segurança contra qualquer responsabilidade civil ou criminal que pesasse sobre eles. As feiras eram cada vez mais importantes neste país à beira mar plantado e, a partir do reinado de Afonso III (1248-1279) multiplicou-se o número das feiras no reino e ampliaram-se as garantias e os privilégios jurídicos concedidos aos feirantes. As feiras deixariam de se confinar ao espaço a norte do rio Douro, ou próximo da fronteira do reino de Leão. Os principais centros urbanos do centro e sul ganhariam igualmente as suas feiras, sobretudo nos locais mais interiores, uma vez que o litoral se manteria alheado destes encontros por algum tempo. O fomento do comércio interno por meio da instituição de feiras, teve como consequência o aumento populacional de determinadas zonas até então pouco povoadas, para além de aumentar os rendimentos da Coroa. Entre os privilégios que mais favoreceram o desenvolvimento das feiras portuguesas destaca-se aquele que isentava os feirantes do pagamento de direitos fiscais, nomeadamente portagens e que caracterizava as chamadas “feiras francas”. Para quem não sabe, esta feira eborense é uma das mais antigas “feiras francas” do país, mas sobre elas falaremos melhor na edição de amanhã do Sete Minutos aqui na Feira de São João.

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